Com o objetivo de combater o domínio de mercado do Google, e sob a justificativa de fornecer mais transparência aos concorrentes, um grupo de senadores dos Estados Unidos propôs uma lei para limitar o alcance de empresas de publicidade online que geram mais de US$ 20 bilhões em receita publicitária.
A legislação também afetaria empresas como a Meta e a Amazon, mas é o Google, que gerou cerca de US$ 210 bilhões em receita de anúncios em 2021, o principal alvo. Se aprovada, a lei separaria completamente o Google de seu negócio de tecnologia de anúncios.
Contudo, especialistas em privacidade de dados apontam que essa lei pode gerar diversos impactos negativos, sendo a exposição dos dados dos usuários o maior deles.
Zach Edwards, pesquisador de privacidade, aponta que única resposta do Google será quebrar o bidstream (trilha de dados do consumidor que acompanha as impressões de anúncios). Atitude que será bem prejudicial, já que as empresas ainda estão tentando se adaptar aos anúncios sem cookies de terceiros.
Um porta-voz do Google afirmou que “quebrar essas ferramentas prejudicaria editores e anunciantes, diminuiria a qualidade do anúncio e criaria riscos de privacidade. Em suma, este é o projeto de lei errado, na hora errada, voltado para o alvo errado.”